Me, myself and I.

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Lost inside my own thoughts.

Pra algumas pessoas deve ser difícil entender o que se passa no coração e na cabeça de outra pessoa. Tudo bem, ninguém é culpado por isso. E muito menos deveria ser obrigado a entender tudo e a todos. Até aí tudo bem.

Mas quando você está com a cabeça transtornada, em outro lugar e outra dimensão as coisas começam a complicar. De certa forma você sente que perde luz, energia e se enxerga num abismo sem volta. Talvez isso tudo seja fruto de uma mente que a vida inteira foi indagadora, que questionava tudo ao redor, desde a folha seca que caía no outono até o desabrochar das flores na primavera. De se perguntar quem sou eu? Porque estou aqui? Qual é a minha missão de verdade?

Tá, tudo bem, parece bem clichê, pois quem nunca fez tais perguntas ao longo da vida?

O problema é a dimensão que estas questões te invadem, te tiram o ar e chegam a te enlouquecer.

 ‘Tudo vira problema. Você é o problema. Você fez errado. Você poderia ter feito tantas coisas diferentes. Que fim daria, também não sei. Talvez era pra ser assim.’

 E assim você se enxerga em meio a um colapso, de uma mente cheia de devaneios tóxicos, todos pintados de preto, sem cor e sem vida.

 E é nessas horas que o que mais te deixa transtornado são as pessoas (que sim, eu sei, querem ajudar, são pessoas boas que querem o teu bem) vindo com mil e uma ideias de melhoria.

 “Chora tudo o que você tem pra chorar!” “Você deveria ir no psicólogo” “Não, vai no psiquiatra, um remédio vai te ajudar”, “Ahn, talvez vai na igreja, na benzedeira, ou num centro espírita”. E durante esse vai e vem de conselhos pra te ver bem (que por 2 segundos são satisfatórias), a tua cabeça vai se afastando, está longe, desconsertada, girando como um tornado em um espaço minúsculo, a ponto de explodir.

 “Ahn, você está assim porque tava com TPM”, “é o mestrado, não te preocupa, vai passar!”, “Você não pode ficar assim agora, trabalho novo, mestrado acabando, te acalma que tudo vai dar certo”.

 Dormir virou luxo. Não se sabe ao certo se o estado em que se encontra é um sono profundo com sonhos devastadores e catastróficos ou um estado de espírito que flutua sobre a cama, onde é possível ver, sentir e ouvir tudo ao redor.

 Pode ser que a cabeça chegou num ponto ao qual entrou em parafusos. O que é bem provável. Descontentamento? Sim, contigo mesma, com suas ações, com suas oscilações, com sua insônia, com sua impaciência, com sua fraqueza diante de situações que para alguns de nada são complicadas, com sua ignorância, com sua falta de sensibilidade em enxergar e valorizar tudo que a vida te deu, com sua incompetência e sua impotência.

 Nowadays that’s who I’m.

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